Eita saudade dos tempos que não voltam mais... ê lelê... não sei se é a proximidade do dia em que virarei o ano no meu calendário, mas que bateu a saudade bateu! Ôo...
...Saudade das situações inesquecíveis; dos pequenos e simples momentos que traziam alegria ao coração sem nenhuma razão; das risadas; dos amigos; dos amigos que estão longe; dos amigos que estão longe e que não há mais contato (por motivos normais da vida, ou simplesmente, sem motivo!); das sessões de cinema em casa regada a guloseimas e boas gargalhadas, que iam madrugada a fora até esgotarem-se as energias e todos desmaiarem em seus colchões, espalhados pela sala;
...Saudade das conversas no fundão do ônibus, em que cada um tinha a sua versão sobre fatos e, alguém sempre tinha uma piada ou uma história pra contar; havia uma cumplicidade e um sentimento de estar na hora certa, no lugar certo e com as pessoas certas.
Voltando um pouco mais no tempo... Ressurgem boas lembranças dos anos de infância, em que a única preocupação era: ‘brincar de quê?’
Recife... Rua Demócrito de Souza Filho... eita!!! Grandes momentos! Subir em árvore pra pegar fruta; andar de bicicleta; subir no muro da frente de casa, esperando o ‘homem do picolé’ passar; brincar com amigos (amigos esses, que se encaixam naqueles que estão longe e não tenho mais contato), mas mesmo assim estão no coração; inventar mil brincadeiras pra passar o tempo, tempo esse que na época parecia que seria eterno, como por exemplo: vender os ‘centos’ gibis que já foram lidos e relidos com a intenção ingênua de comprar ‘centos’ picolés; Comer jambo... hummm, manga, pitanga, goiaba... tudo isso tirado do pé, sem intermediários, direto da natureza.
Garanhuns... Avenida Júlio Brasileiro... A rua era pequena para tanta brincadeira: queimado, barra-bandeira, bicicleta, esconde-esconde... Só acabava quando a mãe vinha no portão com sua preocupação materna avisar da hora, mandar entrar pra tomar um banho, jantar e dormir, ‘porque amanhã tem escola’.
Pois é, foram bons momentos vividos e BEM vividos... Momentos que não voltam mais.
Mas, isto não é um saudosismo pessimista. É uma saudade que traz bons sentimentos, boas lembranças de forma saudável, com a certeza de que tudo isso serviu para construir o caráter e que todos os momentos foram importantes nessa construção e que se pudesse voltar no tempo, seria pra viver tudo de novo, do mesmo jeitinho...
O tempo presente é apenas o resultado das escolhas feitas e uma grande chance que temos de construir um futuro brilhante! E posso dizer que tenho vivido bons momentos, apesar dos problemas, há sempre motivos para sorrir; há sempre grandes amizades; há sempre momentos inesquecíveis; há sempre pequenos momentos que nos alegram o coração...
E posso adiantar, com toda certeza, daqui a alguns anos vou me lembrar destes momentos que estão sendo vividos, com saudade... Mas, enquanto isso não acontece, vou vivendo...
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